Rádio Terra Gaúcha
quarta-feira, 18 de maio de 2011
TROMBOFLEBITE JUGULAR EQÜINA (TJE)
A trombose da jugular é uma condição comumente encontrada nos
eqüinos e decorre de diversas etiologias secundárias às medicações
intravenosas e cateterizações vasculares, principalmente nos eqüinos com
endotoxemia ou coagulação intravascular disseminada (Stainki et al., 2005).
A tromboflebite é uma afecção vascular acompanhada de uma
inflamação da parede do vaso e obstrução parcial ou completa do fluxo
sangüíneo. Ocorre ainda como uma seqüela comum de desordens
gastrintestinais graves (Daniel et al., 2001). A Trombose venosa, sendo
superficial é seqüela comum e desafortunada da venipunção,
particularmente quando são administradas altas concentrações de
medicamentos irritantes, ou ainda quando o paciente se encontra num
estado hipercoagulável (Derek & Reginald, 1998).
O acometimento da jugular pode causar irritações com o uso de
substâncias endovenosas ou ser conseqüência de uma localização
hematógena de germes, por disseminação de infecção de tecidos
circunvizinhos, principalmente as decorrentes de infecções feitas com
material contaminado, sangrias com lanceta e utilização de cateter
trombogênico (Thomassian, 2005).
A tromboflebite pode ser séptica ou asséptica e, a tromboflebite jugular
eqüina ocorre secundariamente a venipunção, medicações intravenosas e
cateterizações, particularmente em cavalos com endotoxemia ou coagulação
intravascular disseminada (Daniel et al., 2001).
Os principais fatores etiopatogênicos são as lesões na parede vascular, o
estado de hipercoagulação e a estase sangüínea das lesões trombogênicas do
endotélio vascular, a de maior ocorrência é a provocada pelo trauma mecânico,
que se inicia com a formação da rede de fibrina nos locais da perfuração da
veia e de contato da extremidade do cateter com o endotélio vascular (D.R.
Stainki et al., 2005).
Os sinais clínicos apresentados inicialmente pela tromboflebite jugular
eqüina é o aumento de volume dos tecidos proximais à obstrução venosa (Fig.
1). Se a trombose for unilateral, o edema é menor, mas em casos bilaterai
poderá acometer a língua, a faringe e a laringe, resultando em disfagia e
dispinéia (Daniel et al., 2001).
Os equinos comprometidos manifestam um certo desconforto, ao se tocar
o vaso, que se apresenta duro e cilíndrico como um “cabo de vasoura”.
Nos casos crônicos, geralmente formam trombos que podem se
desprender e produzir embolos, que se alojam principalmente nos pulmões.
Embora seja de ocorrência pouco frequente, mesmo nos casos mais graves
quando a trombose é bilateral, poderá haver dificuldade de retorno de fluxo
sanguineo da cabeça, sonolencia e afecção respiratória grave decorrente da
disfagia e falsa via de alimentos que poderá ocorrer (Thomassian, 2005).
Na flebite séptica, a região fica tumefeita, principalmente sobre a “ferida”,
que pode drenar pus amarelado ou cinzento.
O diagnostico pode ser confirmado a partir do aspecto clínico de veia
jugular pulsante e calibrosa (frequentemente com fremito no local), e a
presença de sangue arterial no interior da veia (Derek & Reginald, 1998).
À palpação, a veia afetada apresenta-se firme e engrossada, com
possível estase e edema nos tecidos perivasculares (Fig. 2).
Ultra-sonograficamente a trombose é identificada como uma massa
ecogênica no lume da veia com amplitude média ou baixa de ecos. O
diagnóstico ultra-sonográfico pode ser usado para caracterizar especificamente
a natureza do trombo (Daniel et al., 2001).
Nos casos de flebite causada pela utilização de substâncias irritantes, o
uso de pomadas heparinóides podendo ser associada ao DMSO, em fricções 2
a 3 vezes ao dia, após tricotomia da região atingida, pode reduzir ou reverter as
alterações em menos de uma semana.
Em casos assépticos e unilaterais, poderá haver reversão quando se
associar aplicações de heparina na dose de 40 UI / Kg, 1 a 2 vezes ao dia, e
uma droga antiinflamatória não hormonal como o flunixin meglumine e o
DMSO (Thomassian, 2005).
Na terapia sistêmica antiinflamatórios não esteróides está indicada, mas o
uso de fenilbutazona intravenoso deve ser evitado por sua tendencia em
causar severa irritação do endotélio vascular.
A excisão cirúrgica da veia deve ser considerada nos casos não
responsivos à terapia média, avaliaram a possibilidade de restabelecer a
circulação da jugular por meio de implante da veia safena autóloga. Pesquisas
vêm sendo desenvolvidas para restabelecer cirurgicamente o fluxo sangüíneo
(Fig. 3) (Stainki et al., 2005).
Material Retirado do Trabalho TROMBOFLEBITE JUGULAR EQÜINA (TJE) de Balielo e Silva Junior, 2007
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